Perguntem aos pais primeiro!


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Criar o primeiro filho é mesmo complicado. O meu ainda nem chegou na fase das comidinhas, mas é incrível como a gente ouve palpites mesmo na fase da amamentação. O fato de ser o primeiro bebê faz com que familiares e pessoas mais velhas em geral, achem que a gente não vai saber cuidar da criança, e acabem dando palpites que em dias bons a gente simplesmente faz cara de paisagem, já em dias ruins, irritam incrivelmente.

Ainda vou fazer um artigo só sobre palpites que pais de primeira viagem ouvem, sobre tudo. Mas hoje decidi focar mais na alimentação das crianças. Temos parceria com o “30 Papinhas para bebês”, um material com excelentes receitas de papinhas saudáveis. Por conta disso e principalmente por conta do meu filho, tenho estudado muito sobre alimentação infantil, livros e blogs de nutricionistas. Descobri muita coisa que eu não sabia, como por exemplo, que o cardápio da primeira infância é decisivo para o nosso paladar durante toda a vida.

Mesmo antes de saber disso e de várias outras coisas sobre o assunto, sempre tive a convicção de que meu filho teria uma alimentação saudável. Mesmo tentando que a nossa alimentação seja saudável em casa, às vezes escorregamos, e sei que devo melhorar pra valer, pra que isso se reflita nos hábitos alimentares do meu filho. Doces, por exemplo, são meu principal pecado, e o açúcar é proibido para crianças menores de 2 anos. Sal na comidinha, só depois de 1 ano. Salsicha é um veneno, e quanto mais tempo você consegui-las manter longe do seu bebê, melhor. Refrigerante, então, dispensa qualquer explicação.

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Vejo depoimentos de mães indignadas, que tentam colocar hábitos saudáveis nos filhos, e tem as ideias frustradas por avós, outros familiares, e até desconhecidos na rua. Sério! Outro dia, vi um depoimento no Facebook, uma mãe contando que estava com o filho de 1 ano e meio em uma fila, e uma mulher que estava com um saco de pipocas simplesmente colocou uma na boca da criança. Dá pra acreditar? E se a criança tem alguma alergia séria? Como é que você vai ficar dando lanches pro filho dos outros sem perguntar se pode? Cadê o respeito, cadê a noção?

É triste ver o quanto as pessoas são irresponsáveis com a própria saúde, e acabam sendo do mesmo jeito com a saúde dos filhos. Fico possessa quando vejo uma criança pequena com refrigerante na mamadeira (e aí tenho que fazer o exercício “não julgar”, “não julgar”, “não julgar”). Mas o pior de tudo é quando aquela vizinha pensa que, por ela ter dado refrigerante para os três filhos e eles “estarem todos vivos” (por que quem não presta atenção no que as crianças comem sempre tem essa resposta na ponta da língua?), acha que pode fazer o mesmo com o seu.

Falta às pessoas estudar, se informar, se atualizar. Eu nasci a vinte e sete anos atrás e minha mãe me dava água na mamadeira antes dos seis meses. Hoje em dia já se sabe que isso não é necessário, pois o leite materno já tem a quantidade de água que o bebê precisa. A bolacha maisena, que as pessoas gostam tanto de dar aos bebês, é puro açúcar. Gelatina, idem.

Ainda ouço gente falando em colocar mel na chupeta pro bebê pegar, sendo que o mel é proibido antes de 1 ano devido ao risco de contaminação. Falta às pessoas entenderem que antigamente não havia tantos estudos, tantas pesquisas que informassem sobre a alimentação correta para bebês. “Ah, mas o meu filho comeu e sobreviveu”. Bem, não estamos criando uma criança para que ela “sobreviva”. Estamos criando uma criança pra que ela cresça saudável, que coma comidinhas saudáveis com prazer, que saiba ser feliz sem se entupir de porcarias, e que possa se tornar um adulto saudável, que não precisará correr atrás do prejuízo quando já estiver cheio de problemas, que é o que a gente mais vê.

Então, você que está lendo, seja qual for a dieta do seu filho, já pensou em dar algum lanche a uma criança que não era a sua? Pergunte aos pais. Sempre pergunte aos pais.


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