Os palpites que as mães ouvem – parte 2


os palpites que as maes ouvem - Os palpites que as mães ouvem – parte 2

Recentemente, escrevi sobre os muitos palpites e perguntas que ouvimos durante a gravidez. E como as novas mamães também ouvem muuuuita coisa, escrevi essa continuação. Tenho certeza que a maioria de vocês vai se identificar.

-“Não deixa dormir muito durante o dia”: Ouvi muito e esse e ainda ouço, mas isso é um erro. Muitas pessoas ainda acreditam que o melhor a se fazer é privar o bebê de sono durante o dia, para que ele durma a noite toda, mas é justamente o contrário, e ainda faz mal. Bebês precisam dormir bastante, e tentar mantê-lo acordado só vai prejudicar o desenvolvimento e saúde dele.

-“Não deixa dormir com você/coloca o berço no quarto”: Com o Bernardo, só consegui estabelecer uma rotina de sono saudável para nós dois, quando me dei por vencida e deixei ele dormir do meu lado, agarradinho em mim. Não era o que eu queria, e no início tentei fazê- lo dormir no carrinho ao lado da cama, mas ele acordava chorando várias vezes. Quanto ao berço, preferi deixar no quartinho dele, e aproveitá-lo nas sonecas da tarde. Recentemente ganhei um cercado e coloquei no meu quarto, e estou ensaiando coloca-lo para dormir nesse cercado.

-“Não acostuma a mamar durante a noite”: É mais uma coisa que se ouve das pessoas mais velhas. Mas, pessoal, o recomendado é mamar em livre demanda, especialmente nos primeiros meses. Se o bebê quiser mamar durante a noite vai ser bem cansativo. Paciência. Conheço várias mães cujo bebê chega a acordar duas ou três vezes durante a noite (na verdade, o certo é que o RN fique no máximo três horas sem mamar, mesmo). Dei sorte com o Bernardo, que costuma mamar em torno de 23:00 e só pedir de novo entre 5:30 e 6:00, desde que completou o primeiro mês.

-“Não dá muito colo, pra não ficar manhoso”: Bebês se sentem inseguros, o mundo é novo e cruel. Eles precisam de carinho e aconchego. O Bernardo tem um apego muito grande com a gente, e eu acho isso lindo. Óbvio que já precisei deixar ele chorar um pouco em algumas situações (afinal, me recuso a fazer cocô segurando uma criança), mas no geral, dou colinho quando ele pede, sim. Logo ele vai crescer e não querer mais colo, e sei que vou morrer de saudade.

-“Dá água pra ele”: Não, não dou. Meu bebê está sendo amamentado exclusivamente no peito, e bebê que toma leite materno não precisa de água. Dê água e qualquer outra coisa ao seu bebê apenas se o médico indicar, e não deixe NINGUÉM passar por cima de você quanto a isso.

-“Dá mamadeira, não dá mamadeira”: Uma das coisas que mais me marcaram foi quando eu, quatro dias após o parto, exausta e com os hormônios a mil, tive que assistir a minha mãe e a minha sogra debatendo se devíamos ou não dar o leite materno na mamadeira, quando eu tivesse que me ausentar de casa pra ir ao médico, dali a alguns dias. Sim, as duas discutindo se era certo ou não ali na minha frente, como se eu não estivesse ali. É mole?

-Pitacos em geral: “bota mais roupa nele, tá esfriando”(eu notei, mas obrigada por me avisar); “ele tá torto no carrinho, vai fazer mal pra coluna” (ele se entortou nos cinco segundos em que meu marido fez uma foto e enviou pra mãe dele) ; “ele não sabe falar, vocês tem que estar sempre atentos a ele” (como se nós dois não fôssemos atentos e os mais interessados no bem estar do garoto); “cuidado, pelo amor de Deus!” (meu marido ouviu isso da minha sogra outro dia, enquanto tirava o garoto da banheira e levava para a poltrona onde o vestimos. Algo que ele faz todos os dias!); “corta as unhas dele, estão enormes!” (minha mãe disse isso. Acontece que eu corto, mas as unhas dele crescem super rápido). “Nossa, mas já é época de dar outra vacina?” (ouvi isso depois de contar que ele havia tomado a vacina de três meses. Vai ver que vou levar o garoto pra vacinar fora da época, só pra espantar o tédio).

Não sei se é o caso de vocês, mas aqui quase todas essas coisas foram ditas pelas duas avós XD. Não julgo, sei que é por amor e preocupação. Acho que os pais da gente tendem a pensar que somos idiotas que não vamos cuidar do bebê e vamos acabar fazendo coisa errada. Aparentemente eles esquecem que – vejam só! – eles também já foram pais de primeira viagem, e deu tudo certo.

Sei que os palpites e a descrença na maneira como você cuida do seu bebê irritam bastante as vezes, mas meu conselho é o mesmo da Mônica, do canal “Almanaque dos pais” . Façam cara de alface e evitem o estresse se forem os avós, por mais difícil que seja. Pessoas próximas jamais vão dar palpites por mal, é apenas amor e preocupação, então não vale a pena se indispor. É claro que, se a pessoa em questão passar por cima dos pais e fazer algo contrário ao que vocês querem para o seu filho, aí sim vocês podem e devem chamar para uma conversa e deixar claro quem decide pela criança.


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