O dia em que o Bernardo foi picado por uma abelha (e o que fazer em uma situação dessas)


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Créditos Dinheiro Rural

A casa onde moramos tem dois limoeiros. Limoeiros, aliás, que me despertam muito amor, já que nos deram limões (e muita limonada) durante todo o verão e até alguma parte do inverno. Bernardo também ama os limoeiros, já que ele está começando a ter mais noção de natureza e está amando árvores, animais, etc.

Mais ou menos no meio de julho, começaram a aparecer muitas abelhas voando nos limoeiros, que estão florindo. Meu pai, apicultor, até explicou que o aumento da temperatura fez com que elas iniciassem o trabalho de polinização, e que seria até comum se enxames aparecessem. E Bernardo, por amar natureza e animais vira e mexe pega algum bichinho na mão, sem medo ou nojo algum. Já apareceu várias vezes carregando formigas e até uma lagartixa entre os dedinhos – e aliás, ele pega com o maior cuidado, não machuca. E vocês devem estar imaginando onde essa história chegou, certo?

Desde o aparecimento das abelhas, tomamos o maior cuidado, chamamos a atenção dele, e inclusive não deixamos ele brincar no quintal dos fundos sem supervisão. Mas sabe como é criança, né? Questão de segundos. Estava no banheiro quando ouvi ele chorando, aos gritos. Quando saí, lá estava o Abê o consolando, e a abelha no chão.

Enquanto o pai dele estendia as roupas para secar nos varais (e ele estava junto), uma abelha voou para dentro de casa. Ele foi atrás, pegou a abelha na mão, e obviamente a bichinha se defendeu. Cheguei perto dele bem a tempo de ver o ferrão ainda em seu polegar, e consegui tirá-lo imediatamente, sem pensar muito.

Nossa principal preocupação no momento foi se ele teria alguma reação alérgica, já que ele nunca tinha sido picado por nenhum animal assim; então passei a tarde toda não só o consolando, mas também observando o local da picada, rosto, olhos, garganta, todo o conjunto em busca de sinais de alergia. Felizmente nada demais aconteceu, e o dano maior foi o susto mesmo. Estou torcendo para que isso o deixe ressabiado e ele pare de querer pegar os bichos com as mãos (rsrsrs). E também, enquanto cuidava dele, procurei pesquisar sobre o que mais fazer em situações como essa. Decidi trazer para vocês as dicas que encontrei:

-O primeiro passo é remover o ferrão. Aqui tudo aconteceu muito rápido e eu acabei, por puro instinto, puxando o ferrão da mão dele com os meus próprios dedos, apenas tomando o cuidado de não apertar. Por sorte deu tudo certo, mas vi que é preciso fazer com cuidado para não romper a bolsa de veneno, e também para não quebrar o ferrão e deixar algum pedaço preso à pele da criança. Só passado o susto eu consegui olhar o ferrão que joguei na pia, e então confirmei que a bolsinha de veneno estava intacta.

-Removido o ferrão, lave a região da picada com água e sabão. A mãozinha do Bernardo eu deixei embaixo da torneira, com a água correndo, e passei um pouco de sabonete.

-Passe um antisséptico na pele, para aliviar a dor. O que passei no Bê foi uma pomadinha “mágica” que tenho em casa, chamada Lidol, que geralmente a gente passa em queimaduras. Mas o que aconselho é que você converse com o pediatra do seu filho, para que indique algo mais específico. Aqui, foi o que tínhamos na hora.

-Também dá pra aliviar a dor colocando uma pedrinha de gelo coberta com um paninho. Outra dica: se sua criança mama no peito, ofereça a ele. Eu dei o peito ao Bê, e ele foi se acalmando, isso porque mamar no peito é praticamente um analgésico natural. Ah, o gelo também ajuda a diminuir o inchaço, mas felizmente a mãozinha do Bê não inchou.

-Se a criança mostrar qualquer sinal de alergia, leve-a ao hospital ou pronto-socorro imediantamente. São sintomas de alergia: aumento da vermelhidão, coceira e inchaço no local da picada; dificuldade para respirar ou engolir a saliva; inchaço do rosto, boca ou garganta; sensação de desmaio ou tonturas.

-Leve também ao pronto-socorro se a picada for na região dos olhos, boca, ou se a criança for picada por mais de uma abelha ao mesmo tempo.

*Informações encontradas no site Metrópoles https://www.metropoles.com/saude/confira-quais-sao-os-primeiros-socorros-para-picadas-de-abelha


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