O abuso psicológico e a impotência


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IMG: Não era Amor

Desde o início do BBB 21, o clima está pesado. A (falsa) militância começou cedo, de forma estúpida e errada, e foi o estopim para que uma série de absurdos começasse. Já escrevi sobre isso no outro blog Meditando de Batom e em um dos canais. E esse texto que vocês estão lendo agora foi bem difícil de conseguir escrever. Está muito difícil ver tanto abuso psicológico acontecendo.

Trouxe esse assunto também para cá, porque esse é um espaço feito especialmente para mães, e tem muitas mães chorando por conta dessa edição do BBB. A mãe da Juliette, a mãe do Lucas, a mãe da Carla, a mãe do Bill, as mães dos outros participantes, que devem estar se perguntando quando os filhos delas também serão vítimas de tanto jogo sujo, falsidade, manipulação e violência psicológica.

Um participante chegou ao ponto de desistir do jogo, após quase duas semanas de humilhações constantes. O outro, ao cair em um paredão, chegou a ter a família e administradores de redes sociais pedindo que o público ajudasse em sua saída, para dar fim à tortura psicológica absurda sofrida por ele e também à sua família, que assistia tudo sem poder fazer nada. A mãe desse mesmo participante chegava a fazer orações nas redes sociais, clamando à Deus que afastasse o mal de seu filho.

Chorei inúmeras vezes assistindo essa edição que ainda não completou 1 mês, e não foi de emoção. Foi de dor, tristeza, impotência, raiva e medo. Eu, como mãe, cheguei a ter crises de ansiedade ao imaginar meu filho em situação parecida à dos participantes que foram vítimas dos abusadores e da conivência de outros colegas. Inúmeras vezes pensei no que faria, se eu de fato fosse à mãe de algum deles. Não chego à outra conclusão que não seja que faria de tudo para tirar meu filho de lá. 

É ensurdecedor e vergonhoso o silêncio da Globo, diante de tantos absurdos. Um participante chegou a ser expulso da mesa de almoço, e a pessoa que fez isso sequer levou bronca da produção. Em uma edição que começou levando críticas e só começou a ter audiência e engajamento e comentários após ganhar uma narrativa com vilões, parece que tudo está valendo para manter esse enredo. Mesmo que seja às custas da saúde mental não só dos confinados, mas também dos espectadores. Até mesmo o apresentador do programa está visivelmente cansado e triste.

Está muito difícil de assistir, e não tem um só dia em que eu não tenha dor de cabeça e náuseas. Só não parei porque comentar o programa faz parte do meu trabalho, e também pela esperança de que os algozes caiam em paredões, e a justiça comece a ser feita. Essa parece ser a vontade até mesmo dos adms dos participantes que estão praticando a violência, já que os mesmos já há algum tempo desistiram de tentar defender seus contratantes. 

Esse artigo acabou não sendo mais do que um desabafo, e não consigo chegar à nenhuma conclusão sobre isso tudo. A única certeza é o meu desejo desesperado de que o meu filho jamais passe por algo do tipo. E o desespero de educar para que ele jamais seja um agressor.


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