Meu filho pode ou não pode usar chupeta?


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Eu não usei chupeta quando criança, meu marido também não. Minha mãe sempre contou que eu brincava com a chupeta nas mãos, mas se colocassem na minha boca, eu dava duas chupadas e cuspia longe. No entanto, não fui radical em relação a isso.

Tinha/tenho na minha cabeça que se meu filho usar, não vou deixá-lo usar durante vários anos, como muitas crianças fazem. Mas ganhei uma chupeta de um amigo enquanto estava grávida, e comprei mais uma menor, caso o Bê quisesse usar.

Já saí da maternidade ouvindo a família dizendo que o ideal era que ele não usasse, e a própria maternidade tinha campanha contra a chupeta. Por que?

Pelo mesmo motivo da “campanha” contra a mamadeira, um motivo que até então eu desconhecia: a criança que utiliza chupeta e/ou mamadeira pode fazer confusão de bicos e, como a sucção da mamadeira e da chupeta é mais fácil, ela pode rejeitar o peito e desmamar antes da hora. Fora as coisas que ouvi da família: a chupeta vicia, estraga os dentes, etc.

Por conta disso decidi, no primeiro dia em casa, que só daria as chupetas ao Bê em caso de muita necessidade.

E não demorou nada: já na primeira noite ele, assustado com o silêncio, com a casa estranha e o ambiente fora do útero, chorou muito e ficou acordando praticamente de meia em meia hora, querendo o peito. Eu e o marido destruídos, eu pelo trabalho de parto de onze horas e ele pelas duas noites sem dormir na maternidade, então cometi o “crime”: peguei a chupeta de recém nascido e coloquei na boca do meu bebê, na esperança de que aquilo o acalentasse e ele dormisse.

Confesso que não me orgulhei muito daquilo, e a velha culpa de mãe (sempre ela!) mais os hormônios na hora fizeram eu me sentir fraca e sem capacidade de cuidar do meu filho, tendo que recorrer a algo que “faria mal” a ele.

A culpa só não foi maior porque meu Bebê não curtiu muito o adereço: segurou com as duas mãozinhas (achei incrível para um recém nascido!), sugou com força por uns trinta segundos e depois jogou fora e voltou a chorar, furioso.

Admito que de vez em quando, naquelas noites difíceis em que ele teima em pensar que a chupeta sou eu, ainda tendo usar a suposta vilã. Bate o medo de que ele acabe gostando e largando o peito? Bate, e muito, mas por enquanto ele ainda não se interessou pela chupeta o suficiente para mantê-la na boca por mais de dois minutos, sem que a gente o ajude a segurar.

O pai dele também já recorreu a ela, em um dia terrível em que tive consulta médica e ele acordou querendo o peito antes do previsto. Mas, durante o dia, ela fica guardada em um potinho, longe dos olhos dele e dos nossos. E firmamos o compromisso de só dar a chupeta a ele para dormir, se for o caso de ele querer me “chupetar” toda santa noite.

As contraindicações são reais? São. Somos mães terríveis por usar a chupeta? Não, com certeza não. Somos mães desesperadas e atarefadas tentando sobreviver, assumimos os riscos e tentamos dosar as coisas da melhor maneira possível, para não prejudicar nossos bebês.

Na dúvida, consulte o pediatra do seu filho, explique a situação e pergunte a opinião dele sobre a chupeta. Mas não se sinta vilã. Se algo acalma seu filho e impede que ele chore a noite inteira, tendo uma péssima noite de sono e prejudicando a própria saúde (e a sua), não deve ser tão horrível assim.


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