Mães sempre pagam a língua


maes sempre pagam a lingua 2 - Mães sempre pagam a língua

O ser humano é um julgador por natureza. É incrível a facilidade que temos de apontar o dedo para o coleguinha, em qualquer situação: trabalho, faculdade, família, pessoa que não ajudou a velhinha na rua… nossa capacidade de julgar é muito maior do que a de elogiar, e se pararmos pra pensar, isso é bastante problemático.

Mas ninguém tem tanto dedo sendo apontado para si quanto as mães, em assuntos simples ou complexos. Eu mesma já julguei muito, mesmo antes de me tornar mãe. Olhem só que absurdo! Hoje vejo o quanto é errado julgar uma realidade diferente da sua, e me envergonho de ter feito isso.

A vida é aprendizado, maternidade é um aprendizado eterno. Pensando nisso, decidi contar pra vocês as coisas que me fizeram “pagar a língua”, nos últimos meses da minha vida, incluindo o período da gravidez.

-A velha frase “gravidez não é doença”:

E uma gravidez normal não é mesmo, mas isso não quer dizer que a gestante saudável não vá ter momentos difíceis. Sempre fui do tipo que achava que muita grávida “faz manha”, sempre citava o exemplo da minha tia que engravidou com 38 anos, tinha dois miomas no útero, e ainda assim trabalhou fazendo faxina até os nove meses. Até que eu engravidei e, mesmo com uma saúde física excelente, tive uma ansiedade absurda e vivia tendo crises. Hoje me dá a maior raiva de quem não dá assento pra gestante usando como desculpa as grávidas que desfilam no carnaval. Gravidez não é doença, mas nem por isso é fácil e igual pra todo mundo.

-Sobre a dor do parto:

Ouvia as mulheres falando da dor do parto, de que choravam de dor, e achava impossível doer tanto assim. Sempre tive ranço de gente “fiasquenta” e jurava que não ia gritar, me imaginava no parto fazendo aquela respiração e aqueles gemidos bonitinhos das novelas. Pois no meu trabalho de parto, descobri o que é bom para a tosse. A dor das contrações do parto é inexplicável. Chorei. E sim, gritei muito, berrei como nunca tinha berrado na minha vida, gritei a ponto de assustar o casal na sala de parto ao lado. Pagação de língua mais bonito, impossível. Essa eu confesso sem a menor vergonha. XD

-É errado a criança dormir na cama dos pais:

Não discordo disso. Por mais que a cama compartilhada tenha cada vez mais adeptos, morro de medo e reconheço que preferia mil vezes que meu bebê estivesse dormindo no berço dele, como imaginei. Mas bebês não são robôs pré-programados. Tentei muito fazê-lo dormir sozinho, mas ele dormia muito mal, ficava agitado, se debatendo e acordando. E quando você passa a se preocupar que a insistência em fazer supostamente certo esteja prejudicando o desenvolvimento do seu filho, você faz o supostamente errado e pronto. Acontece.

-Comer comida saudável durante a amamentação:

É o ideal, e eu tento, juro que tento ter comidinha fresca na mesa o máximo que conseguimos. Mas as vezes a gente simplesmente fica exausto, e pede pizza. Ou faz miojo. Somos seres humanos. Assim que o Bê começar a comer comidinha vou ficar mais rígida em relação a isso. Mas por enquanto nos permitimos umas escorregadas de vez em quando, e felizmente estamos todos bem, inclusive meu filhote, que nunca teve sequer uma cólica. 🙂

Contem nos comentários no que vocês “pagaram a língua” como mães.


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