Ensinando o bebê a dormir no berço


Contei em um artigo recente que começaria a colocar o Bernardo para dormir no berço. Foram vários fatores: A vontade de fazer isso antes que ele fique maior (e o processo fique mais difícil); a mudança para uma casa no qual o quarto dele é junto com o meu e o berço, ao lado da cama; e, principalmente, porque venho sendo “ensanduichada” por ele e meu marido durante a noite (XD), me fazendo dormir mal e acordar cheia de dores, devido a não conseguir me mexer direito.

Comprei ededron e lençóis bem bonitos, arrumei o berço bem bonitinho, e mãos a obra! Aqui, um diário de como foram as primeiras noites.

Noite 1: Mantendo a rotina de sempre, troquei a fralda dele, deixei com roupas leves e dei a última mamada na minha cama. Com ele semi dormindo, passei para o berço. Ele quis chorar e pegar o meu braço, fiz “shhhh”, fiz carinho, alisei ele e ele fechou os olhos. Fiquei segurando a mãozinha dele, crente que ele realmente dormiria. Mas eis que ele abre os olhos, se dá conta do berço e do mosquiteiro (estávamos com uma luminária acesa), começa a olhar tudo encantado, e sorri. Parecia gostar muito do lugarzinho! Conversei com ele, falei em voz baixa, segurei a mãozinha, mas infelizmente a novidade acabou o agitando. Coloquei canção de ninar, mas não adiantou. Após uns vinte minutos, ele já estava tirando as cobertas, se pendurando nas grades do berço, puxando o mosquiteiro, virando de bruços, brincando… fazendo de tudo, menos se acalmando para dormir. Como vi que ele só se agitaria mais, o peguei e o fiz dormir na minha cama, como de costume – e mesmo assim, ele demorou mais do que o normal.

Noite 2: Mesma da noite anterior: mamá na minha cama, e passá-lo para o berço semi-desperto. Mais uma vez, ele acordou completamente ao ser colocado no berço. A diferença é que dessa vez aguentamos por mais tempo (foi mais de 1 hora tentando), e ao invés de brincar, ele conversava no berço, dando até gritinhos. Quando o sono voltou a bater, ele começou a chorar e se erguer, me pedindo colo, então o peguei. Estou fazendo assim com o Bernardo porque acredito que com ele será melhor e mais fácil, se ele ir se acostumando aos poucos.

Noite 3: Tentamos algo diferente – enquanto eu tomava o banho antes de dormir, meu marido já colocou ele no berço, a fim de que ele já estivesse bem cansado, quando eu o pegasse para amamentar. Ele ficou quase uma hora no berço, brincando e conversando como sempre, até que começou a choramingar e pedir mamá. Peguei e coloquei-o comigo, mas mesmo cansado ele estava agitado. Mamou bastante, demorou a dormir, acabamos nós dois pegando no sono juntos, e não o coloquei de volta no berço. Fuéééin, volte duas casas.

Noite 4: Mais uma pequena mudança na rotina. Dessa vez, ao invés de dar o último mamá na cama, dei sentada em uma cadeira. Ele chegou a cochilar no colo, mas acordou, então o pai o colocou no berço e ficou com ele enquanto eu estava no banho. O que mudou é que, apesar de ainda conversar bastante no berço, ele já não faz tanta bagunça como fez no primeiro dia. Mais uma vez, assim que o sono bateu, ele choramingou e pediu colo. O que estamos fazendo é cada dia deixar um pouco mais de tempo, mesmo que ele choramingue.

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Noite 5: Sábado, véspera de dia dos pais. Ficamos até tarde vendo séries, ele pegou no sono, e esqueci de colocar no berço. Fuéééin.

Noite 6: Domingo de dia dos pais, os vizinhos fizeram festinha com música alta até quase meia-noite. Deixei um tempo no berço, ele ficou quietinho durante uma meia hora só, até pedir o colinho. Mamou e demorou um pouco mais a dormir. Acabei pegando no sono junto com ele.

Noite 7: Dia em que quase desisti de tentar. Ele passou o dia enjoadinho por conta dos dentes nascendo e mamou bastante antes de pegar no sono. Deixei que dormisse por uma meia hora para que “ferrasse” no sono e então coloquei no berço, mas não teve jeito. Ele acordou e, mesmo com muito sono, choramingou. Até tentei fazê-lo dormir novamente dando o dinossauro de brinquedo que dorme com ele e a chupeta; segurei a mão, fiz carinho e ele até ensaiava dormir, mas sempre despertava e choramingava. Fui tentanto até que ele começou a chorar de vez, então o peguei no colo, o abracei e o acalmei. Não acho que meu filho precise aprender sofrendo.

Noite 8: Dia em que ele engatinhou e brincou bastante pelo chão, e acabou dormindo pesado. Seria a noite perfeita para colocá-lo, se não tivesse sido uma noite terrivelmente fria. Não tive coragem de tirá-lo da cama.

Como podem ver, tanto o Bê quanto eu ainda precisamos nos adaptar à situação. Assim que tiver novidades, conto a vocês.

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