Cuidando do coto umbilical do bebê


Eu não pensava muito no coto umbilical do meu filho, antes da gravidez. Incrível, é uma coisa tão mágica, responsável por alimentar nossos bebês durante mais de nove meses, e a gente simplesmente não pensa nisso antes de vê-lo, ao vivo e a cores.

De fato, só fui pensar nisso quando vi aquele recém nascido com pouco menos de três quilos e a tripinha pendurada e presa por um grampo. Essa tripinha nada mais é do que o pedaço de cordão umbilical que fica preso ao bebê, após ele ser separado da mãe. Dá muita aflição de ver e muito medo de machucar, especialmente se for o primeiro filho. Mas a verdade é que cuidar é bem menos assustador do que parece. Reuni aqui algumas dicas do que fazer para que a cicatrização ocorra bem.

Higiene e cuidados

Embora eu sempre tenha ouvido falar que o coto umbilical leva cerca de 1 semana para cair, no hospital me foi dito que poderia levar até 15 dias, e na internet li que pode levar até 21 dias, já que varia de criança para criança. Minha mãe diz que o meu caiu 4 (!) dias após o nascimento, já o do Bernardo caiu com 11 dias. Como vêem, o tempo é bastante relativo, e o que importa mesmo é que a higiene e os cuidados corretos sejam aplicados.

-Para evitar infecções, é fundamental que o coto seja mantido limpo e seco, pois até as bactérias que vivem naturalmente na pele podem causar infecções. Em regiões com condições ruins de higiene, a contaminação do coto pode levar ao tétano, gravíssimo em recém nascidos.

-No hospital, me foi recomendado higienizar o umbigo do bebê com um cotonete embebido em álcool 70% em cada troca de fralda, e pelo que vi, isso é regra geral. A única mudança foi que, na primeira consulta dele com a pediatra, 1 semana depois, ela sugeriu colocar mais quantidade de álcool, para acelerar a cicatrização. De qualquer maneira, siga o que seu pediatra sugerir.

-Não passe nada no coto, nenhum tipo de pomada ou remédio (exceto se tiver recomendação médica, por algum motivo). Apenas o álcool, e esse deve secar naturalmente.

-Após o coto secar, você pode cobri-lo com a fralda (sem apertar), mas não use nenhum tipo de faixa. Sim, antigamente elas eram usadas e provavelmente sua mãe vai dizer que você usou, mas hoje nada mais é necessário além da higiene e do grampo que já é colocado no hospital.

-Se o coto ficar sujo de cocô ou xixi, limpe com água e sabão e deixe secar naturalmente.

-Embora isso varie de país para país, no Brasil é recomendado que o bebê tome banhos diários desde o nascimento, apenas evite mergulhar o coto na água. Ele pode ser molhado, desde que fique bem sequinho depois.

-Durante as trocas, atenção com as mãozinhas do bebê. Alguns se agitam e podem “descobrir” o coto e dar uma bela puxada, podendo machucar. Meu bebê fazia isso, e era uma luta para segurar as mãos dele na hora da troca.

-NÃO prenda uma moeda sobre o coto, em hipótese alguma. Isso era um costume de antigamente para que suspostamente o umbigo ficasse retinho, mas além de desnecessário, é mais um risco de infecção.

-É normal que tenha uma leve secreção amarelada ou aparecer um pouquinho de sangue na roupa. Mas se isso parecer maior do que deveria, confie no seu instinto e converse com o pediatra.

Leve o bebê ao pediatra imediatamente se o bebê tiver febre, estiver abatido, e/ou começar a mamar pouco. Leve também se o coto e o umbigo ou a área em torno deles estiverem inchados e/ou avermelhados, ou se apresentar forte mau cheiro.

-Após a queda do coto, a feridinha leva mais alguns dias para cicatrizar. Enquanto isso, mantenha a higienização.

-As vezes, no processo de cicatrização, uma carne esponjosa aparece no local. Isso é normal, e ela desaparece com o tempo. Se preocupe apenas se houver mau cheiro ou sinal de infecção.

-Em alguns bebês, aparece uma hérnia umbilical após a cicatrização (é quando ele fica alto demais). Isso também é normal e comum. A princípio ela é normal e não exige tratamento, mas mostre sempre ao pediatra durante as consultas, e se necessário ele irá pescrever o tratamento adequado.


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