Como voltar ao trabalho e continuar amamentando?


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Já contei aqui que eu e meu marido fundamos nossa empresa, fazemos home office e estamos fazendo o negócio crescer. A licença maternidade do meu empreso CLT está chegando ao fim para dar lugar às férias, e meu retorno oficial deverá ser no final do próximo mês. A verdade é que não tenho um pingo de vontade de voltar, já que vou ter que me virar em mil para manter os cuidados com meu bebê, minha empresa e mais o outro trabalho, mas como meu chefe concordou em me desligar após o cumprimento do período de estabilidade, eu e meu marido concordamos em eu tentar esse último mês pois, querendo ou não, a multa rescisória dará um bom upgrade no nosso orçamento.

Mas o que tem me preocupado, sem dúvida, é como manter a amamentação do Bernardo. Sei que muitos pediatras indicam as fórmulas quando as mães voltam ao trabalho, mas eu quero muito manter o aleitamento materno exclusivo até os seis meses dele. A verdade é que vou ficar arrasada se a amamentação for prejudicada por eu trabalhar demais, sinceramente não sei como eu lidaria com isso. ☹

Mas como cada caso é um caso e sei que muitas das mamães que nos acompanham voltarão ao emprego regular, decidi conversar um pouco sobre a amamentação após o fim da licença, esclarecer que você definitivamente NÃO PRECISA desmamar seu bebê para voltar ao trabalho. Pra começar, temos uma pequena ajuda da lei brasileira, que garante à lactante uma hora a menos de trabalho, durante o período de estabilidade. É claro que na prática isso não ajuda muito para uma mamada durante o dia, a não ser que o bebê esteja perto do seu local de trabalho. Muitas aproveitam essa hora a menos para tirar leite. E você pode optar por entrar mais tarde ou sair mais cedo, de acordo com as suas necessidades.

Durante o período em que você estiver longe, o jeito é deixar seu leite para que o pai, o cuidador da creche, a avó, a babá, enfim, a pessoa que ficará responsável pelo bebê dê a ele. No meu caso, ele ficará com o pai, o que me deixa muito mais tranquila – acho, inclusive, que só aceitei cumprir esse período porque meu bebê ficará com o pai. E estou pesquisando de tudo sobre como tirar, armazenar o leite e alimentar o bebê da forma correta. No meu caso, tem sido uma verdadeira ginástica.

bomba de tirar de leite materno - Como voltar ao trabalho e continuar amamentando?

Comprei minha bombinha de ordenha (essa da foto) enquanto estava grávida e simplesmente optei pela mais barata, já que não tinha noção de como tirar leite pode ser difícil, e também porque nem sabia se a usaria. A minha é do tipo seringa e é, de fato, o modelo mais barato. Já vi uma resenha de uma menina que se deu super bem com esse modelo, mas eu, sinceramente, levo uma surra pra conseguir tirar leite. Além de eu sentir muita dor no seio e quase sempre acabar desistindo e ordenhando com as mãos, na maioria das vezes a quantidade de leite que saiu não chegou a 10 ml. Uma verdadeira tortura! Assisti vídeos sobre ordenha, vi que com a elétrica é bem mais fácil, procurei no mercado livre e encontrei uma que sairá por R$ 150,00 com o frete, um valor bem razoável, já que no Brasil elas variam de R$ 400,00 a R$ 1.000,00 (!), dependendo do modelo. Optei por gerar o boleto a ser pago dali a dois dias, assim tenho algum tempo para pensar e tentar me adaptar à que já tenho, antes de gastar esse valor.

No mesmo dia em que gerei esse boleto e nos mesmos vídeos em que vi sobre a elétrica, encontrei várias dicas sobre outros tipos de bombas manuais, além de dicas de massagem e posições para facilitar a saída do leite, na hora da ordenha. E repasso aqui uma dica: massagem no seio, antes da retirada. Usar as duas mãos para fazer movimentos, uma de cada lado, alterando entre os lados, em cima em baixo. Depois, segurar o seio com a mão e balançá-lo (movimento que as lactantes chamam de “fazer o shake”). Deu super certo! Além de ter doído bem menos, consegui tirar quase 50 ml de leite, algo que nunca tinha conseguido. Mamães que tiverem as mesmas dificuldades para ordenhar, tentem isso. Graças a isso fiquei mais confiante e a ideia de comprar uma bomba elétrica está suspensa, ao menos por enquanto. Pretendo continuar treinando todos os dias até ficar craque, afinal, terei que deixar uma quantidade maior para o Bê.

E se você ainda não tem uma bombinha e está pensando se vale a pena investir na elétrica, considere a hipótese de alugar uma, ou até mesmo conseguir uma manual emprestada com alguém, para testar antes de comprar. Muitas mulheres não tem qualquer dificuldade com a manual e se adaptam bem logo de cara, então talvez o gasto com a elétrica possa ser desnecessário para você.

Saiba também que, independente de qual seja sua bombinha, todas as partes que tem contato com o seio e o leite devem ser devidamente esterilizadas ou fervidas, TODAS as vezes em que você for usar. Basta colocá-los imersos em água recém fervida durante cinco minutos, e depois deixar secar naturalmente, sobre uma superfície devidamente higienizada com álcool gel. Quanto ao armazenamento, existem potinhos e saquinhos específicos para guardar leite, ou você pode utilizar potinhos de vidro com tampa de plástico. Procure usar embalagens pequenas, pois você não poderá congelá-los novamente após descongelar. Esquente sempre em banho maria, tomando o cuidado de testar a temperatura antes de dar ao bebê. E não esqueça que, assim como os acessórios da bombinha, os potinhos para armazenar também devem ser esterilizados antes do uso. Outro cuidado a ser tomado é com a validade: seu leite dura 15 dias congelado e 12 horas na geladeira – para não se perder, cole etiquetinhas com as datas. E procure descongelá-lo somente na hora do uso, direto do congelador para o banho- maria.

Outra dica importante: para dar ao bebê, procure dar em um copinho esterilizado. Se você der na mamadeira, ele pode fazer confusão de bicos e acabar desmamando antes da hora.


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