As nossas atitudes com as crianças


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A fase do desfralde do Bernardo não tem sido fácil. Lá se vão 6 meses, e ele ainda tem escapes, se esquece de pedir e faz tudo na roupa, e muitas roupas ficam sujas ao longo do dia. Agora, com o frio, está mais difícil, já que não tenho secadora de roupas, e as calças e cuequinhas dele demoram mais a secar.

Admito que errei um pouco. A ânsia para que meu filho deixasse as fraldas cedo me induziram à precipitação, e eu provavelmente deveria ter esperado mais, antes de iniciar o processo. Só admitir isso já foi um alívio, o que não quer dizer que de vez em quando eu não chore, me perguntando o que posso fazer para acertar, sem que isso envolva deixá-lo regredir.

Brigar, falar grosso, não adianta. Provavelmente até prejudica, só piora as coisas. Aí, dia desses, enquanto o amamentava para dormir, decidi conversar com ele. Fiz carinho no rosto, e comecei a falar baixinho “filho, você vai aprender a fazer xixi e cocô só no penico, você vai parar de fazer na roupa.” ; “você também vai aprender a comer com a colherzinha (ele está tentando fazer isso sozinho)”; “você logo vai aprender novas palavras e vai falar bastante” ; “você vai aprender tudo, vai fazer tudo o que você quiser, filho, porque você é muito inteligente.” “Eu te amo, te amo muito.”

Ele chegou a sorrir, mesmo com os olhos fechados, quase dormindo. Abriu os olhos e fez carinho no meu rosto. Dormiu muito melhor, a noite toda. E na manhã seguinte, acordou muito mais bem humorado e carinhoso. E acertou o penico bem mais vezes, nesse dia, sujou menos da metade das roupas que costuma sujar.

Nesse dia me dei conta de que, muitas vezes, o problema sou eu, somos nós, adultos que temos pressa e esquecemos que nossos bebês são só… bebês. E mudei minha atitude. Agora, quando ele erra, eu simplesmente digo “calma, filho, na próxima vez você acerta”. 

E então, mamães e papais? Que tal revermos nossas atitudes, para que possamos realmente ajudar nossos filhos?


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